domingo, 29 de janeiro de 2012
O resgate do som e do ventilador
E havia deixado metade do apartamento encharcado, incluindo nosso ventilador e o mini system da minha mãe. =P
Primeiro foi um pega-pra-capá do cabrunco, como diziam na Bahia, para fechar as janelas (o vento estava impedindo) e secar o chão o mais rápido possível. Depois, fomos ver que o mini system parecia uma panela cheia de água, o ventilador idem.
Os dois estavam tão encharcados que pareciam ter caído na água, não simplesmente tomado chuva. Todas ficamos muito chateadas e logo disse a minha mãe "Se você quer ver seu som vivo mais uma vez, nem pense em ligá-lo!"
Pois é, ligar um aparelho molhado é pedir pra estragá-lo. Então resolvemos deixá-los em várias posições, no vento e às vezes no sol, por seis dias (foi preciso muita paciência para não ligá-los, rs). Hoje fizemos o teste final e eles funcionaram, yay!!! =D
Minha mãe tava crente que não ia funcionar mas eis que funcionou, quem diria. R$ 400 de economia. =D E uma lição: não importa como caralhos esteja o tempo quando vc sair de casa, feche todas as janelas, hehehe. XD
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Topa tudo por um trono?
Game of Thrones!
Quem não viu a série, que veja. E quem não leu os livros, que leia. LEIA!!!!
Game of Thrones (Guerra dos Tronos, em português) é o primeiro livro de uma série chamada A Song of Ice and Fire (Canção do Gelo e Fogo) foda. Tipo, foda. Tipo, foda demais. Eu engoli os quatro primeiros livros e estou lendo o quinto, aguardando desesperadamente os outros dois que faltam.
A história se passa numa era medieval paralela predominantemente em Westeros (o equivalente a nossa Europa). Temos um trono, um rei, uma rainha e muuuitas pessoas cobiçando o poder. Falando assim parece simples, não?
Mas no universo de GoT nada é simples como parece - pois o rei tomou o trono à força, a rainha odeia seu marido, todos que cobiçam o poder têm seus próprios planos e para agitar um pouco mais as coisas, a herdeira legítima ao trono de Westeros resolveu buscar seus direitos.
A rainha adultera conspira contra seu marido, o rei não cansa de produzir bastardos e encher a cara e a herdeira legítima torna-se lentamente uma adulta que quer aclamar o que é seu. Contra ela, há um oceano de água salgada e de inimigos. A seu favor, ela possui nada menos do que dragões.
DRAGÕES, MWAHUAHUAHUAHUA!
É, eu sei que pareço louca, mas GoT é alucinante e a adaptação da HBO também. Os atores foram escolhidos a dedo e mesmo as poucas alterações em relação aos livros caem perfeitamente.
Vou deixar aqui uma galeria de fanarts maravilhosa só pra deixar um gostinho de quero mais: http://mathiaarkoniel.com/asoiaf.html
Corrão e leião!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Gente amarga!
Mas a verdade é que às vezes basta uma única relação séria, profunda e fracassada para que a gente perca a fé no romance. Algumas pessoas, é verdade, não perdem nunca e tentam até morrer encontrar a relação ideal, o parceiro ideal, a vida ideal - mas a maioria passa apenas a se divertir de forma superficial ou... Desdenhar dos outros. Coisa feia mas muito lógica.
A maior sensação que tenho em relação ao meu casamento fracassado (que embora de casamento tenha sido seis meses, de relação foram três anos) é que nadei, nadei, me debati, engoli água do mar, cheguei na costa e morri na praia.
Morri feito uma baleia encalhada, me sentindo estúpida e irada. Porque, tipo.... Ninguém merece isso, porra!!! XD Eu fui tão longe quanto pude, até chegar o momento onde se eu tentasse mais, ia acabar provocando uma tragédia e aí, desisti. Fica essa sensação, sabe, a de que você desistiu. Que talvez você devesse ter tentado mais. Ter dado mais uma chance ao seu parceiro, a você, aos dois.
Acontece que às vezes as chances, tal como no esporte, acabam e você tem que admitir a derrota. O que me derrotou, não sei, só sei que me sinto meio derrotada. E estúpida e irada de ter prolongado tanto algo que estava fadado a se autodestruir.
Infelizmente isso não acontece apenas com relações mas com pessoas também; algumas pessoas são programadas para se autodestruirem em certo prazo. Daí algumas o fazem já na adolescência mas outras ficam prolongando uma vida inteira e se destruindo aos pedaços. Eu, graças a todos os deuses, não sou assim. Meu ex é.
Não contente em ir lentamente afundando a própria vida, ele começou a tentar fazer isso com a minha, me dizendo como eu sou idiota, como não sei administrar minha vida, como sou fraca e incapaz de terminar um projeto, como ele não tem um pingo de fé em mim. Minha resposta? Meu bem, você não precisa ter fé em mim. Eu tenho, e isso é mais do que o suficiente.
Se eu tivesse esse instinto de autodestruição com certeza iria naufragar junto dele, mas não tenho. Oh, grande defeito, alguém com auto-estima. Auto-estima é, aliás, totalmente diferente de arrogância; porque a arrogância é a arma de quem não tem auto-estima. Mas quem tem, não precisa de arrogância.
E não precisa colocar os outros pra baixo, aliás. Talvez seja esse também o mal das pessoas amargas. Não satisfeitas consigo mesmas, tentam estragar a alegria das outras... Às vezes é apenas um conselho amigo, apesar de tudo. Alguém que gosta de você e quer te avisar.
Portanto fica aqui meu conselho amigo para quem está embarcando no navio do casamento: tenha fé no seu parceiro e tenha fé na sua relação. Mas sobretudo, sobretudo mesmo, tenha fé em si mesmo. Porque no fim (esperamos que não, mas) você pode ser a única pessoa que vai te restar.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Oh My Fucking God...
Enfim, 2012, gente. O mundo acabará? Duvido. Só acredito se acabar. E de qualquer modo, como as previsões supersticiosas apontam o dia do Juízo Final como 12 de dezembro (acho) ainda temos um ano inteiro pela frente. Oh yeah.
Mas eu fiz tanta coisa neste último ano que nem eu mesma acredito. Eu me casei e me separei (sim, num mesmo ano, foi tipo casamento de celebridade, a jato, huahuauha). Eu entrei e saí da faculdade (é, eu sei, eu não gostava do curso). Eu me mudei, fui expulsa de casa, fui morar sozinha, voltei pra casa da minha mãe...
Nem sei como sobrevivi a tanta coisa, honestamente. Só o que eu desejo para 2012 é um pouco de estabilidade nessa porradevidaloucadocaralho. Talvez eu tenha conseguido pois passei em um concurso público e estou esperando ser convocada (yay). Espero que me convoquem ainda este ano, rs. Vou tentar outro de qualquer jeito, e este outro é "vitalício", ou seja, se não quiser sair nem fizer uma cagada fenomenal e ser exonerada, posso me aposentar no emprego.
Seria uma boa. Uma vida toda trabalhando no mesmo lugar. Mas será que seria suportável? Gostoso? Vantajoso? Bem, eu sei lá. Não faço a mais puta idéia do que é ter uma vida estável. Seria bom experimentar, pra variar.
Também perdi um amor. Não, não foi o marido, foi um cão. Mais um. Não aguento mais amar cães e vê-los morrer de doenças que não tenho poder para curar. Doeu mais do que o divórcio, essa viuvez. Porque do meu ex-marido, quase não sobraram lembranças boas. Já do falecido cachorro, não tenho nenhuma lembrança ruim. Só saudade.
Mas saudade um dia passa, especialmente porque eu sei que ele está bem, está num lugar melhor do que aqui nessa Terra horrorosa. Né? Ele que se deu bem e nós é que ficamos aqui se fudendo. A vida é assim, eu acho.
Um eterno arrebatamento, onde os bons vão embora e os não tão bons ficam aqui vagabundeando. Sei lá. Só sei que não sei, como minha mãe diz.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Things change.
Mudam. Simples assim.
Às vezes, coisas mudam a ponto de nos fazer acreditar em Deus e erguer as mãos ao céu. Às vezes, mudam e nos deixam perdidos sem saber para onde olhar, para que lado correr.
Mas a realidade é uma só. Mesmo que você se agarre a elas ou tente reproduzí-las, elas mudam.
Estou contemplando várias mudanças há algum tempo. Mais recentemente, duas mudanças extremamente relevantes, uma boa e outra creio que nem tanto.
Pareceu por um instante que este é um momento único, mas não é. As coisas mudarão o tempo todo - talvez nem sempre coisas tão importantes ou tão grandes ou tão rápido, mas inevitavelmente coisas. É o que elas têm feito e é o que farão pelo resto dos seus dias.
Nunca tive problemas com mudanças. Pulei de cidade em cidade, fiz e perdi amigos, vi mais praias do que algumas pessoas vêem em toda a vida, tingi meu cabelo de vermelho a roxo. Achei que estava acostumada a elas.
Bem, não estava. Apesar de ser eu mesma um ser mutável, é complicado aceitar certas mudanças - mesmo quando são positivas. Porque parecem perigosas, parecem uma ameaça a nossa integridade física e mental.
Quanto mais você se adapta a uma situação, mais fica surpreso quando ela se transforma. Não importa se foi um eterno vitorioso que levou um tapa na cara ou um perdedor que ganhou um troféu. É chocante. É quase desestabilizador.
Mas é a realidade.
Coisas mudam e não há absolutamente nada que possamos fazer que pare isso.
Pelo contrário, temos que adaptar nossas vidas, nossos pensamentos e sentimentos. Pode ser devagar, rápido, com facilidade ou dificuldade, mas é algo que precisamos fazer para não enlouquecer.
Simples assim. Mudamos também ou de certa forma, sucumbimos.
Mudamos ou paramos nossas vidas.
As coisas mudam e eu preciso mudar com elas.
sábado, 12 de setembro de 2009
A carne está barata?
Chineses costumam encarar qualquer coisa que se mova como um alimento à sua disposição. Eles consideram o animal um mecanismo, um objeto, cuja dor e sofrimento não nos dizem respeito. Ironicamente, os piores exemplos de maus tratos acontecem na mesma Ásia onde nasceu o budismo – a mais benevolente e avançada religião do mundo no trato com os animais.
Nos tristemente famosos “mercados de vida selvagem” asiáticos há de tudo. Mamíferos, répteis, insetos, batráquios, tudo vai para gaiolas apertadas e lotadas sem água nem comida. Qualquer foto desses mercados é um permanente festival de sangue, urina e fezes. Há mais do que cheiro ruim no ar: existe medo. E vírus de diferentes espécies novas se combinando uns com os outros.
As imagens mais chocantes registram o que esses mercados destinam aos cães. Os mesmos cães que aqui viram membros da família, ajudam cegos ou orientam equipes de salvamento. Lá, cachorros são comida. E não se deixe enganar: esses mercados chineses não existem para “matar a fome do povo”. Chineses pobres comem frango e peixe. Os cães são “iguarias” caras, assim como gatos, escorpiões, cobras, enguias etc.
Eu tive a chance de ver fotos e vídeos desses mercados. Os cozinheiros acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais sofrimento, mais apetitoso o prato. Em nome dessa carne macia, a palavra de ordem é torturar os cães até a morte. Eu já vi a foto de um pastor alemão sendo enforcado na viga de uma cozinha, sendo puxado pelos pés. Eu já testemunhei um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do corpo e desisti de imaginar o tamanho de sua dor. Assisti ao vídeo de um cão magrinho que foi mergulhado em água fervendo, retirado, teve sua pele inteirinha arrancada e ainda olhava a câmera, tremendo junto à panela onde foi cozido em vida.
A pergunta básica é: nós, humanos, temos direito a isso? Quem nos deu esse direito? Temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o direito de comer um peixe fatiado ainda vivo no seu prato num restaurante japonês? Temos o direito de prender bezerros em lugares escuros, imobilizados por toda sua curta vida, por um vitelo? Nosso paladar é tão importante assim na ordem das coisas? Um sabor diferente em nossas bocas justifica tudo?
A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A Sars nasce no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca – permanente ameaça na nossa pátria do churrasco – surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar. O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos biológicos, gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos homens sem defesas naturais. Segundo a revista inglesa The Economist, nada menos que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem em outras espécies animais. Tony McMichael, pesquisador da Universidade Nacional de Austrália, é bastante claro: “Vivemos num mundo de micróbios. Precisamos ser um pouco mais espertos no jeito como manejamos o mundo ao nosso redor.”
Mercados chineses e churrascos africanos parecem fenômenos distantes. Mas o brasileiro continua dependendo demais de alimentação animal. Temos uma churrascaria por quarteirão, e numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, contam-se nos dedos os restaurantes vegetarianos. E ainda temos um lobby querendo ampliar a oferta de animais nas geladeiras: avestruzes, capivaras, jacarés, tudo criado em cativeiro com carimbo do Ibama. A cada nova espécie consumida pelo homem, mais uma mistura de vírus – algumas combinações inofensivas, outras não.
Para tentar controlar essas doenças, cometemos mais brutalidade: enterramos milhões de aves vivas, afogamos gatos selvagens em piscinas de desinfetante. Provocamos o desastre e massacramos as vítimas. Temos um caminho inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço.
Quando uma borboleta bate as asas na Europa, pode iniciar um furacão no oceano Pacífico. A Sars começou em mercados chineses e chegou ao Canadá. A gripe aviária já se espalhou por diversos países asiáticos e ameaça lugares distantes como o Paquistão e a Itália. Num mundo de vôos diretos, os gritos desesperados de um cachorro chinês podem chegar um dia ao Brasil por meio de alguma nova e tenebrosa sigla.
---
Este texto é de autoria de Dagomir Marquezi, jornalista e editor sênior da revista Playboy. Foi publicado em março de 2004 na Superinteressante. Em 2004 não havia nem sombra de gripe suína, vírus que surgiu por causa da criação de porcos para consumo.
Não é impressionante como algumas pessoas parecem prever o futuro enquanto na verdade, só estão usando a lógica que muitas outras insistem em ignorar?
E algumas pessoas ainda não entendem quem diz que a humanidade caminha na direção da autodestruição. =P
sábado, 5 de setembro de 2009
T.P.M.
A coisa mais chata da TPM é que você fica cheia de sentimentos que quer despejar nos outros, morrendo de vontade de xingar as pessoas, mas em geral, você sabe que se fizer isso vai se arrepender quando ela passar.
Às vezes, porém, se pergunta se o arrependimento realmente viria ou se você está apenas querendo colocar pra fora o que engole nos outros 23 dias do mês.
Eu não sei. Sinceramente, não sei. Às vezes me acho muito burra, burra, burra - uma verdadeira anta bípede. Vontade de xingar de tudo quanto é nome não só uma pessoa em particular, mas eu, em primeiro lugar.
Não vou me xingar. Prefiro me elogiar. Parabéns, Tamires! Você é um gênio! Nunca houve sobre a Terra alguém mais brilhante do que você, com sua personalidade bizarra, suas escolhas erradas e seu gosto para perdedores!
Parabéns pra você. Parabéns pra mim. Sou uma idiota que só se aproxima de idiotas iguais a mim. Quem foi repelido por mim o foi por duas razões: ou porque é de uma imbecilidade maior do que a minha ou porque é uma pessoa normal demais para que eu possa suportar. Nesse caso, sinta-se elogiado.
Porra, viu. Mas que porra, que ódio. Que ódio! Se eu não tivesse tanto auto-controle estaria fodida. E se eu não estivesse tão longe da pessoa em quem quero bater. Talvez ela nem mereça, sei disso. Mas acho que na verdade merece sim - e muito. Tantos tapas e socos quanto eu conseguir dar.
E acredite em mim, com a raiva de uma TPM acumulada, eu consigo bater muito.








