Vaaai. Fica devaneando. Fica pensando em sacanagem. Fica desejando uma piscina pra suportar o calor infernal.
Mandei - digo, mandamos, eu e minha mãe, uma encomenda ridiculamente errada pra uma cliente. Vergonhoso, vergonhoso - tão vergonhoso que não vou nem mencionar. Tipo, patético, e só percebemos agora, precisamente quase uma da manhã.
Bom, eu estava pensando em sacanagem. No que ela estava pensando pra não perceber o que fizemos, eu não sei. Não quero saber. Suspeito que também seja em uma piscina. Ou sacanagem, vai saber.
Mandei um e-mail pra agência dos Correios. A pior parte é que minha irmã havia arrumado uma confusão enorme por causa de formulários e etc, a supervisora está querendo devorá-la (e não no bom sentido) e agora eu estou gentilmente pedindo um favor. Pelo amor de Deus, PAREM aquela encomenda! Precisamos consertar o erro. Shit. shit. shit.
Aposto que a mulher vai ir correndo encaminhar a encomenda pra RS só pra não poder fazer nada. Eu nem sei se ela pode, na verdade, foi apenas um pedido desesperado. Só esqueci de mencionar "Eu não sou irmã daquela guria que quase fez você perder o emprego, viu?!". Eu falo pra ela, seja legal com as pessoas, você nunca sabe quando vai precisar delas. Ela não me ouve. Deu no que deu. Agora resta rezar pra mulher fazer o favor de interceptar o pacote pra que nós possamos reparar o erro. Se não, adeus cliente, adeus mais pedidos, adeus indicações, adeus qualificação positiva no ML.
Eu nem sei onde eu estava com a cabeça. Nem onde a minha mãe estava com a dela. Devia ser longe, muito longe do trabalho, porque é a única explicação. Piscinas, piscinas, piscinas e um bloqueador solar para uma garota quase transparente. E Derek Morgan de brinde. É só o que eu estava pensando.
Vaaai.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Ha.
Klein Sexual Orientation Grid
I scored an average of 3.71
| 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| Heterosexual | Bisexual | Homosexual |
Meaning
This result can also be related to the Kinsey Scale:0 = exclusively heterosexual
1 = predominantly heterosexual, incidentally homosexual
2 = predominantly heterosexual, but more
than incidentally homosexual
3 = equally heterosexual and homosexual
4 = predominantly homosexual, but more than incidentally
heterosexual
5 = predominantly homosexual, incidentally heterosexual
6 = exclusively homosexual
Summary
The idea of this excercise is to understand exactly how dynamic a person's sexual orientation can be, as well as how fluid it can be over a person's lifespan. While a person's number of actual homo/heterosexual encounters may be easy to categorize, their actual orientation may be completely different. Simple labels like "homosexual", "heterosexual", and "bisexual" need not be the only three options available to us.
Take the quiz
...
As coisas que a gente acha no Livejournal. Eu só não tenho um porque não tenho paciência de escrever em inglês. Mas xereto em tudo que você puder imaginar. Livejournal é ♥.
Mas a melhor parte mesmo é o fandom. Cara, o fandom lá e simplesmente doente! E eu digo isso no melhor sentido da palavra. Pensou em um fandom? Você encontrar todo o tipo de
Tá certo, tem que garimpar, pois a tosqueira rola tão solta quanto o smut, mas quando você acha o que valha a pena, tem vontade de rir à toa. É um ótimo lugar para aperfeiçoar o inglês, aprender gírias comuns e de fandom, se distrair um pouco e adquirir um extenso vocabulário sacana - dirty talking da melhor qualidade.
Enfim, acho que aquele teste de lá de cima funciona. Funcionou para a garota da qual eu catei o link e funcionou para mim. Acho que seria coincidência demais. XD
sábado, 6 de setembro de 2008
Mil anos-luz
Esta é a distância que o lugar onde eu nasci está da Terra. Eu sei. Eu sei, no fundo do peito, que sou uma alienígena.
Tá. Se não sou, chego bem perto. O mais perto que um humano conseguiria, ao menos. Minha nave devia estar caindo e alguém gritou "Retirem todo o peso desnecessário! Joguem para fora!". Pof. Lá estava eu caindo na Terra.
Bah, a quem quero enganar? Sou humana. Tão humana quanto qualquer outro humano. Mas sou tão diferente, não entendo porque. Parece que todas as pessoas já nasceram programadas, menos eu - ok, não todas, mas a esmagadora maioria. E eu só posso torcer que encontre alguém tão estranho quanto eu para dividir os meus pensamentos loucos.
Ah, mas tenho pensamentos tão comuns quanto quaisquer outros. Às vezes, em tempos de Mulher Melancia, me olho no espelho e me sinto um palito de churrasco. As clavículas aparecendo, as costelas um pouco visíveis, os ossos do quadril refletindo a luz. Não magra demais, apenas magra. Outras vezes, me sinto roliça como um cano de 4 polegadas.
43 kg distribuídos em 1,60m. Não estou magra demais. Como feito uma compulsiva, nunca entendi a minha magreza. O que posso fazer?... é a minha natureza, meus genes. Entretanto, obrigada, Deus, prefiro continuar assim. Um palito.
Tenho pensamentos comuns. As pessoas não deviam conjugar "mim", sabe?... Mim fazer não existe. Mim comer é coisa de índio ( índio inculto, que fique bem claro). Mim escrever é coisa de analfabeto funcional. Não tem que ser anormal pra pensar nisso, basta gostar de português.
Ah, tem alguém que vai me dar uma bronca danada... a Voz. Não, não é Frank Sinatra - embora eu ainda tenha esperança de ver um show dele depois que eu morrer. É a Voz que me fala, às vezes, dentro da minha cabeça. Mas ela vem de fora, na verdade, só parece de dentro. Eu já me perguntei várias vezes se não é simplesmente meu alter-ego ou um sintoma de esquizofrenia.
Bom, um alter-ego não costuma dar bronca, não é?... E a esquizofrenia costuma atingir mulheres entre 25 e 30 anos, eu sou nova demais pra isso. A Voz não fica brava por eu me questionar essas coisas, ela sabe que sou racional demais para simplesmente aceitar que há uma voz na minha cabeça falando comigo sem pensar em alguma possibilidade psicológia ou patológica. Ela sabe, ela me conhece - bem mais do que eu mesma, pode apostar. Mas eu acho que vou levar bronca dela.
Não porque eu detesto ver alguém conjugando o "mim". Mas é que eu não entendo, não entendo, o que diabos eu vim fazer na Terra. Não entendo minha serventia; não entendo meu propósito. Se tudo acontece por um motivo, eu também devia ter um para ter acontecido, certo? A Voz vai me dizer que talvez haja um motivo pra eu não saber, ou que ninguém sabe, ou que eu vou descobrir. Mas a Voz vai me dar bronca mesmo por causa da minha mania de tentar me rotular - ainda que seja como alien.
Ela me disse, um dia, de manhã logo depois que eu acordei, que há rótulos para todos os tipos de gosto. Mas eles muitas vezes não ajudam, e sim prejudicam as pessoas, pois elas ficam presas a limitações e coisas impostas pelo rótulo que escolheram. E ela afirma que elas escolhem seus rótulos muitas vezes, aceitam-os e às vezes até se espremem para tentar caber neles.
Ela disse que (fazendo uma alusão a uma conversa que eu tive com minha mãe outro dia, dizendo que me sentia como uma pessoa azul entre uma civilização de marrons) se cada pessoa que coubesse dentro de um rótulo patológico fosse assinalada com uma cor, não sobraria uma só pessoa "branca" na Terra. Nenhuminha. Se pudéssemos subir em um helicóptero e olhá-las de cima, o mundo pareceria habitado por formigas multicoloridas.
Pois seja alguém que poderia ser classificado como antisocial, ou uma pessoa com pavor de altura, ou alguém que goste de sentir dor, ou alguém com medo de mergulhar a cabeça na água, todos, todos os humanos poderiam ter uma classificação médica. Então ou não devia ficar achando que sou esquisita, estranha ou doente, seja lá o que for, só por que me sinto "azul". Azul é uma cor linda, é uma cor perfeitamente aceitável. Eu devia apenas parar de tentar achar um motivo para eu ser azul.
Pois é, vê que profundo? Foi o que ela me disse. Mas isso foi muito recente e - por favor, Voz, compreenda o meu lado! - são dezoito anos e seis meses de esquisitice. Não consigo simplesmente deixar isso pra lá de uma hora para a outra. Tenho vícios, defeitos, manias. Sou humana!
Ok, nenhuma bronca que a Voz me dá é negativa, é sempre para ajudar. Eu até gosto quando ela fala comigo; é como se alguém, mesmo que seja alguém que não está nesse plano, pudesse me entender. (Além da minha mãe; a sério, minha mãe é o único ser humano que me compreende de verdade, profundamente, e eu receio que talvez venha a ser o último.)
Enfim, talvez eu esteja ficando esquizofrênica. Posso quase ouvir a Voz rindo de mim, uma risada paciente, benevolente. Me dizendo que eu não estou ficando louca, mas que um outro lado de mim está despertando; que eu sempre soube que as coisas têm voz, as partículas tem voz, todo o universo tem seu próprio idioma, e agora estou reclamando por estar começando a ouví-lo. Mas são dezoito anos tentando ser uma pessoa comum sem conseguir!
Engraçado. Vou terminar com algo que a Voz está me dizendo.
Ela entende. Ela entende tudo isso. Ela só pede para que eu não desista de ser quem sou, não tente me espremer em um estereótipo. Ela entende minha angústia e diz que eu também não devia desistir dela, pois a angústia e as dúvidas freqüentemente apontam para coisas que precisam ser trabalhadas. Ela entende, e ela sabe que sou humana.
Pois sou humana. Por enquanto.
Tá. Se não sou, chego bem perto. O mais perto que um humano conseguiria, ao menos. Minha nave devia estar caindo e alguém gritou "Retirem todo o peso desnecessário! Joguem para fora!". Pof. Lá estava eu caindo na Terra.
Bah, a quem quero enganar? Sou humana. Tão humana quanto qualquer outro humano. Mas sou tão diferente, não entendo porque. Parece que todas as pessoas já nasceram programadas, menos eu - ok, não todas, mas a esmagadora maioria. E eu só posso torcer que encontre alguém tão estranho quanto eu para dividir os meus pensamentos loucos.
Ah, mas tenho pensamentos tão comuns quanto quaisquer outros. Às vezes, em tempos de Mulher Melancia, me olho no espelho e me sinto um palito de churrasco. As clavículas aparecendo, as costelas um pouco visíveis, os ossos do quadril refletindo a luz. Não magra demais, apenas magra. Outras vezes, me sinto roliça como um cano de 4 polegadas.
43 kg distribuídos em 1,60m. Não estou magra demais. Como feito uma compulsiva, nunca entendi a minha magreza. O que posso fazer?... é a minha natureza, meus genes. Entretanto, obrigada, Deus, prefiro continuar assim. Um palito.
Tenho pensamentos comuns. As pessoas não deviam conjugar "mim", sabe?... Mim fazer não existe. Mim comer é coisa de índio ( índio inculto, que fique bem claro). Mim escrever é coisa de analfabeto funcional. Não tem que ser anormal pra pensar nisso, basta gostar de português.
Ah, tem alguém que vai me dar uma bronca danada... a Voz. Não, não é Frank Sinatra - embora eu ainda tenha esperança de ver um show dele depois que eu morrer. É a Voz que me fala, às vezes, dentro da minha cabeça. Mas ela vem de fora, na verdade, só parece de dentro. Eu já me perguntei várias vezes se não é simplesmente meu alter-ego ou um sintoma de esquizofrenia.
Bom, um alter-ego não costuma dar bronca, não é?... E a esquizofrenia costuma atingir mulheres entre 25 e 30 anos, eu sou nova demais pra isso. A Voz não fica brava por eu me questionar essas coisas, ela sabe que sou racional demais para simplesmente aceitar que há uma voz na minha cabeça falando comigo sem pensar em alguma possibilidade psicológia ou patológica. Ela sabe, ela me conhece - bem mais do que eu mesma, pode apostar. Mas eu acho que vou levar bronca dela.
Não porque eu detesto ver alguém conjugando o "mim". Mas é que eu não entendo, não entendo, o que diabos eu vim fazer na Terra. Não entendo minha serventia; não entendo meu propósito. Se tudo acontece por um motivo, eu também devia ter um para ter acontecido, certo? A Voz vai me dizer que talvez haja um motivo pra eu não saber, ou que ninguém sabe, ou que eu vou descobrir. Mas a Voz vai me dar bronca mesmo por causa da minha mania de tentar me rotular - ainda que seja como alien.
Ela me disse, um dia, de manhã logo depois que eu acordei, que há rótulos para todos os tipos de gosto. Mas eles muitas vezes não ajudam, e sim prejudicam as pessoas, pois elas ficam presas a limitações e coisas impostas pelo rótulo que escolheram. E ela afirma que elas escolhem seus rótulos muitas vezes, aceitam-os e às vezes até se espremem para tentar caber neles.
Ela disse que (fazendo uma alusão a uma conversa que eu tive com minha mãe outro dia, dizendo que me sentia como uma pessoa azul entre uma civilização de marrons) se cada pessoa que coubesse dentro de um rótulo patológico fosse assinalada com uma cor, não sobraria uma só pessoa "branca" na Terra. Nenhuminha. Se pudéssemos subir em um helicóptero e olhá-las de cima, o mundo pareceria habitado por formigas multicoloridas.
Pois seja alguém que poderia ser classificado como antisocial, ou uma pessoa com pavor de altura, ou alguém que goste de sentir dor, ou alguém com medo de mergulhar a cabeça na água, todos, todos os humanos poderiam ter uma classificação médica. Então ou não devia ficar achando que sou esquisita, estranha ou doente, seja lá o que for, só por que me sinto "azul". Azul é uma cor linda, é uma cor perfeitamente aceitável. Eu devia apenas parar de tentar achar um motivo para eu ser azul.
Pois é, vê que profundo? Foi o que ela me disse. Mas isso foi muito recente e - por favor, Voz, compreenda o meu lado! - são dezoito anos e seis meses de esquisitice. Não consigo simplesmente deixar isso pra lá de uma hora para a outra. Tenho vícios, defeitos, manias. Sou humana!
Ok, nenhuma bronca que a Voz me dá é negativa, é sempre para ajudar. Eu até gosto quando ela fala comigo; é como se alguém, mesmo que seja alguém que não está nesse plano, pudesse me entender. (Além da minha mãe; a sério, minha mãe é o único ser humano que me compreende de verdade, profundamente, e eu receio que talvez venha a ser o último.)
Enfim, talvez eu esteja ficando esquizofrênica. Posso quase ouvir a Voz rindo de mim, uma risada paciente, benevolente. Me dizendo que eu não estou ficando louca, mas que um outro lado de mim está despertando; que eu sempre soube que as coisas têm voz, as partículas tem voz, todo o universo tem seu próprio idioma, e agora estou reclamando por estar começando a ouví-lo. Mas são dezoito anos tentando ser uma pessoa comum sem conseguir!
Engraçado. Vou terminar com algo que a Voz está me dizendo.
Ela entende. Ela entende tudo isso. Ela só pede para que eu não desista de ser quem sou, não tente me espremer em um estereótipo. Ela entende minha angústia e diz que eu também não devia desistir dela, pois a angústia e as dúvidas freqüentemente apontam para coisas que precisam ser trabalhadas. Ela entende, e ela sabe que sou humana.
Pois sou humana. Por enquanto.
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