sexta-feira, 3 de julho de 2009

Antes tarde...

Do que nunca. O lema da minha vida ultimamente. Abandonei isso aqui, eu sei, mas tem um ótimo motivo. Vários ótimos, nem dá pra listar.

Se algum dia eu disser que minha vida é tediosa ou parada, favor me desferir uma porrada. =P

Fui passar férias em São Paulo com meu pai, voltar para a civilização. O objetivo era ficar um mês, matar saudade e descobrir a razão das minhas dores crônicas. Fiquei mais de dois meses, obtive ambos e muito, muito mais do que isso.

Comecemos. Já posso riscar quatro itens da minha lista de Coisas a Fazer Aqui.

5 - Deitar na grama

6 - Me apaixonar

17 - Transar

22 - Usar um espartilho

Viram? Um verdadeiro furacão. Como diria Jack, vamos por partes.

Deitei na grama várias vezes, em vários lugares e momentos diferentes. Adoro deitar na grama, é gostoso e dá pra ficar olhando o céu. A melhor grama pra deitar que experimentei é a do Parque da Juventude, em SP - o lugar é vazio, silencioso, limpo, simplesmente delicioso - e cheio de guardinhas que passam uma sensação de segurança. Não deve ser falsa, porque não fui incomodada nenhuma vez.

Se não me apaixonei, não sei mais o que pode ter acontecido comigo. Foi fantástico ver que, mesmo apaixonada, não perdi minha personalidade, minhas manias e minhas maluquices. Talvez porque tenha sido por uma pessoa tão doida quanto eu... sei lá. Foi extremamente divertido e tranquilo e apesar de ter me trazido toneladas de problemas com minha família, não me arrependo de um só segundo do que fiz.

Eu estava apaixonada, é lógico que iria transar. Antes tarde do que nunca, afinal! E, surpresa das surpresas, foi com um cara. Logo eu, meu Deus, o que mamãe pensaria de saber que eu transei com um cara?! Ela certamente preferiria uma garota, mas ficou feliz por mim do mesmo jeito. E quer saber? Foi fantástico. Pode ser porque eu estava apaixonada, porque ele é um cara muito diferente dos homens em geral, porque foi o momento certo, sei lá. Mas que foi simplesmente fantástico, foi; todas as duzentas e vinte e oito vezes. Ah, é, esqueci de mencionar que confirmei uma suspeita antiga: sou mesmo uma tarada. XD

E o espartilho não foi por causa dele (seus safadinhos!). Preciso ficar "imobilizada" por causa das dores, que também advém de má postura. Eu mesma o fiz, fiquei tão orgulhosa! Nessas horas saber costurar dá um prazer... Usá-lo não é tão bom quanto olhá-lo, mas são ossos do ofício. Ficou lindo e me deixa reta, é o que importa.

E sim.... *tambores e fogos de artifício explodindo* descobri a causa das dores! U-huuuuu! \o/

Como tinha certeza, era neurológica. Inflamação severa no plexo lombossacral (lê-se todos os nervos do quadril e das costas, o que inclui as pernas e o maldito e famoso ciático). Gastei mais de R$ 200,00 em medicação, comprei uma bolsa de água quente, tirei vários raios-x e, desta vez, deu resultado!

Mas a melhor parte não é esta. É que estou me recuperando bem rápido, pra alguém que ficou piorando mais de meio ano sem diagnóstico. O alívio de estar quase sem dor e de poder ficar de pé, andar, me mover livremente é uma das coisas que não tem preço. Estou condicionada a fazer exercícios diários pro resto da vida e vou ter que fazer natação, mas isso NÃO se compara a estar condicionada a ficar com dor. E vou ganhar um corpinho sarado de brinde!

Antes tarde do que nunca, tudo isso aconteceu na minha vida. Honestamente, poucas vezes estive tão contente. Não uma felicidade alucinada, mas a alegria simples de poder dançar uma música, cozinhar algo sem sacrifício, costurar, andar até a praia e contar tudo isso para alguém que vai ficar alegre por você também. =)

E, abençoado seja Deus, meu namorado também não acredita em monogamia! \o/

Um comentário:

Anônimo disse...

hahaha! =)
Fico feliz por vc, principalmente por "não perder sua personalidade, suas manias e suas maluquices". Acho que na última (e única) vez que me apaixonei (de verdade), eu perdi um pouco da minha personalidade e algo mais. Mas não me arrependo. Eu aprendi pra cacete. Eu não seria o que sou hoje sem esse momento da minha vida.
Eu também não acredito em monogamia. Em um "casamento clássico", ou até mesmo num namoro, vc precisa ser cega, surda e muda muitas vezes. Relacionamentos abertos são muito mais práticos e sinceros - pelo menos eu acho.
Até!