quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Gente amarga!

Geralmente é assim que falamos quando alguém desdenha do nosso namoro. Essas pessoas amargas, cujos romances fracassaram, que não tiveram sorte ou dedicação o suficiente, isso sim.

Mas a verdade é que às vezes basta uma única relação séria, profunda e fracassada para que a gente perca a fé no romance. Algumas pessoas, é verdade, não perdem nunca e tentam até morrer encontrar a relação ideal, o parceiro ideal, a vida ideal - mas a maioria passa apenas a se divertir de forma superficial ou... Desdenhar dos outros. Coisa feia mas muito lógica.

A maior sensação que tenho em relação ao meu casamento fracassado (que embora de casamento tenha sido seis meses, de relação foram três anos) é que nadei, nadei, me debati, engoli água do mar, cheguei na costa e morri na praia.

Morri feito uma baleia encalhada, me sentindo estúpida e irada. Porque, tipo.... Ninguém merece isso, porra!!! XD Eu fui tão longe quanto pude, até chegar o momento onde se eu tentasse mais, ia acabar provocando uma tragédia e aí, desisti. Fica essa sensação, sabe, a de que você desistiu. Que talvez você devesse ter tentado mais. Ter dado mais uma chance ao seu parceiro, a você, aos dois.

Acontece que às vezes as chances, tal como no esporte, acabam e você tem que admitir a derrota. O que me derrotou, não sei, só sei que me sinto meio derrotada. E estúpida e irada de ter prolongado tanto algo que estava fadado a se autodestruir.

Infelizmente isso não acontece apenas com relações mas com pessoas também; algumas pessoas são programadas para se autodestruirem em certo prazo. Daí algumas o fazem já na adolescência mas outras ficam prolongando uma vida inteira e se destruindo aos pedaços. Eu, graças a todos os deuses, não sou assim. Meu ex é.

Não contente em ir lentamente afundando a própria vida, ele começou a tentar fazer isso com a minha, me dizendo como eu sou idiota, como não sei administrar minha vida, como sou fraca e incapaz de terminar um projeto, como ele não tem um pingo de fé em mim. Minha resposta? Meu bem, você não precisa ter fé em mim. Eu tenho, e isso é mais do que o suficiente.

Se eu tivesse esse instinto de autodestruição com certeza iria naufragar junto dele, mas não tenho. Oh, grande defeito, alguém com auto-estima. Auto-estima é, aliás, totalmente diferente de arrogância; porque a arrogância é a arma de quem não tem auto-estima. Mas quem tem, não precisa de arrogância.

E não precisa colocar os outros pra baixo, aliás. Talvez seja esse também o mal das pessoas amargas. Não satisfeitas consigo mesmas, tentam estragar a alegria das outras... Às vezes é apenas um conselho amigo, apesar de tudo. Alguém que gosta de você e quer te avisar.

Portanto fica aqui meu conselho amigo para quem está embarcando no navio do casamento: tenha fé no seu parceiro e tenha fé na sua relação. Mas sobretudo, sobretudo mesmo, tenha fé em si mesmo. Porque no fim (esperamos que não, mas) você pode ser a única pessoa que vai te restar.

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